sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DO POETA E ESCRITOR E RADIALISTA CELESTINO ALVES

Celestino Alves (Currais Novos, 6 de abril de 1929 - 10 de dezembro de 1991) foi um poeta, escritor, compositor popular, comerciante, locutor de rádio brasileiro.
Ainda me lembro do tio Celestino, era um visionário, sempre lendo livros e escrevendo versos... Sua casa na rua da feira, sempre cheia de pessoas que o procurava para conversar ou adquirir seus escritos. Lamento que suas obras ainda não estejam disponíves na web.

                            HISTÓRIA DO POETA E ESCRITOR CELESTINO ALVES
Vida e obra
Nascido na Fazenda Namorados, município de Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, era filho de Tomaz Alves dos Santos e de Francisca Maria de Jesus. Em suas obras, apresenta a vida do homem sertanejo e sua vivência com a seca, na luta pela sobrevivência nos sertões nordestinos, refletindo a vida que teve durante sua infância e adolescência.
Na versatilidade de sua produção, encontram-se vários gêneros escritos. São temas de ordem lírica, religiosa e social. Os temas religiosos são abundantes: homenagem aos santos, à fé em Jesus Cristo, à confiança em Deus. Nos temas sociais encontram- se a violência, o flagelo da seca, a vaquejada e o cangaço.
Celestino foi um homem que viveu muito intensamente sua região. Os problemas do Nordeste sempre o preocuparam. Acreditava que, para haver uma mudança no cenário de vida do nordestino, era preciso uma retrospectiva na política, através de uma ação de solidariedade e de melhor distribuição de renda.
De forma honrosa, manteve um bom casamento com a sua grande companheira Rosilda e soube criar seus 14 filhos, repassando todo o seu legado de grande homem que foi.
Sempre usou bom senso e objetividade quando do desempenho de suas funções na defesa dos mais "desamparados da sorte".
Sensível ao progresso, tinha uma larga visão em seus pronunciamentos e escritos.
  Naquela época, Celestino Alves já defendia a Transposição do Rio São Francisco:
"No meu entender, não há tempo para pensar duas vezes, é mobilizar a maior quantidade de tratores que se possa, com firmas empreiteiras, da União, dos Estados, dos municípios e mesmo das propriedades da região, localizá-los nas imediações da Barragem de Sobradinho, no Rio São Francisco, marcar o rumo do alto Piranhas, na Paraíba, passando pelo Alto Pajeú, no Pernambuco, escavando o chão e levando água. À proporção que a água for entrando pelo sertão adentro, vai gerando riquezas e dando mão-de-obra, tirando o homem da emergência e levando-o ao trabalho produtivo". ("O Nordeste e as secas", Brasília, Gráfica do Senado Federal, 1983, p. 10)
Seu espírito guerreiro e sua luta em favor dos mais pobres fizeram a diferença. Era um autodidata e grande pesquisador da cultura do sertanejo, a exemplo de Guimarães Rosa e de Antônio Francisco Teixeira de Melo.
Dentre as muitas atividades que assumiu, destacam-se:
Presidente da Associação Estadual de Poetas Populares do Rio Grande do Norte (AEPP) em 1988
Funcionário federal (FOMENTO Ginásio Agrícola)
Mestre de obras na construção civil, em Brasília
Vereador da Câmara Municipal de Currais Novos
Novamente em Currais Novos, voltou a ser comerciante por que o emprego público não lhe oferecia tantas oportunidades. Era vendedor de redes e cobertores.
Foi, durante oito anos, comentarista agrícola e econômico da Rádio Ouro Branco, atuando no programa "Domingo Total" e era uma dos âncoras mais bem sucedidos das vaquejadas que aconteciam na cidade por ocasião da Festa de Sant'Ana.
Como vereador, apresentou inúmeros requerimentos visando a melhoria das condições de vida da população, na época com crescimento urbano muito elevado devido ao "auge" da economia mineradora do município.
Escreveu quatro livros:
O Nordeste e as secas - 1983
Retoques da história de Currais Novos - 1985
Vaqueiros e vaquejadas - 1986
Matutos e tropeiros - 1989
Incontáveis poemas desfilam em sua produção. Tendo produzido diversos folhetos, destacam-se as homenagens aos ícones, anônimos ou não, da identidade nacional. Destacam-se:
O ouro em Serra Pelada e a luta dos garimpeiros - 1984
O menestrel do Seridó - homenagem ao senador Dinarte Mariz em 1984
Doutor Tancredo Neves, uma vida pela democracia - 1995
Zumbi, o rei dos Palmares - 1998
Produziu Literatura de Cordel, destacando- se pela maestria na criação de versos. A presença de vida em meio aos tempos de seca, a exemplo dos cactos, institui um clima de perseverança, contrastando com a melancolia crepuscular do ambiente hostil. No poema Seca, Celestino volta- se inicialmente para Deus, numa reflexão incontida, diante da tragédia causada pela falta de chuva.
Apesar de estar em plena atividade, enfrentou problemas de saúde nos últimos dois anos de sua vida. Faleceu no dia 10 de dezembro de 1991, aos 62 anos de idade.
FONTE: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um comentário:

  1. Bom dia Ronaldo e Joana D´arc,
    Hoje me bateu uma Saudade Imensa do meu
    amado Avô,( sempre nessa data de vaquejada aqui em currais Novos, a saudade e ausência dele até hoje doi)e ai pesquisando algo sobre ele,
    achei seu artigo, fico feliz demais com suas palavras, realmente meu avô foi um grande homem,e lutava pelo seu Seridó com muito afinco.
    Um abraço Fraterno,
    Denise Alves.

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