quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A BÍBLIA TEM RAZÃO QUANDO DIZ...


"Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; apenas entrarão aqueles que fazem a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E eu então direi em voz muito inteligível: nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que obrais a iniquidade". (Mateus, 7:21-23)

NOTÍCIAS
Prisão de 13 anos para padre diretor de colégio acusado de pedofilia em Rio Grande RS
O padre Cláudio Dias Costa, 37 de idade, paranaense, radicado no RS, preso em flagrante em fevereiro de 2008, acusado de manter relações sexuais com uma menina de nove anos, foi condenado pelo juiz Leonardo Sasso, da 3ª Vara Criminal de Rio Grande (RS) a 13 anos e quatro meses de prisão. A defesa já interpôs recurso de apelação ao TJRS. O religioso estava, há 13 meses, isolado em uma cela da Penitenciária de Rio Grande.
Extraído de: Espaço Vital - 20 de Março de 2009
Policiais militares disseram ter encontrado roupas íntimas da garota no veículo. Ela disse que conhecera o padre na rua, no carnaval, poucos dias antes. O religioso dera um celular, material escolar e uma pequena quantia em dinheiro para ganhar a confiança da menina. Ela disse que não sabia que Cláudio era padre. Segundo o delegado regional de Polícia de Rio Grande, Egnácio Luiz Allayer Mendonça, a garota relatou que o padre também abusou de outras duas meninas.
A sentença julgou parcialmente procedente a denúncia para: a) absolver o acusado das imputações do art. 243 do ECA (1º e 4º fatos), com fulcro no art. 386 , inciso III do Código de Processo Penal ; b) também absolver das imputações do art. 214 , c/c art. 224 do Código Penal (3º e 8º fatos), com base no mesmo dispositivo legal; c) condenar o padre como incurso nas sanções do art. 214 , combinado com o artigo 224, alínea a (cinco vezes), na forma do artigo 71 , todos do Código Penal .
As condenações foram capituladas no artigo que dispõe ser crime constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal. Presume-se a violência, se a vítima não é maior de 14 anos.
Contra a sentença também o Ministério Público recorreu, pedindo o agravamento da pena. Com a condenação, o padre Cláudio foi transferido da cela isolada para a ala dos trabalhadores e vai cumprir a pena em regime inicial fechado.
O bispo de Rio Grande, dom José Mário Stroher, diz que "Costa continua sendo padre, estando porém suspenso das atividades eclesiásticas, desde que foi preso". A posição atual da Igreja Católica é a de que, após o cumprimento da pena, o padre Cláudio passe por um tratamento médico e psicológico, para avaliação se pode ou não continuar exercendo as atividades religiosas.
Cláudio Costa era diretor do Colégio Salesiano Leão XIII, de Rio Grande, onde estudam cerca de 800 crianças e adolescentes. O crime ocorreu dentro de um automóvel estacionado na garagem (fechada) da instituição e só foi descoberto porque a criança - depois de violada - conseguiu fugir e pediu socorro na frente da igreja que fica ao lado do colégio. Em prantos, ela relatou o ataque a um casal que saia da igreja e que, imediatamente, chamou a Brigada Militar. De acordo com o Conselho Tutelar, a menina tinha histórico de negligência familiar e foi encaminhada para um abrigo.
Logo após a publicação da sentença, o juiz rechaçou embargos de declaração apresentados pela defesa do réu. "A divergência no tocante à dosimetria da pena e sua fundamentação são matérias de mérito e, como tal, devem ser objeto do recurso específico - apelação" - escreveu o magistrado. A defesa ainda reiterou o desejo de apelar - feito pelo réu, anteriormente - e requereu que as razões fossem apresentadas na instância superior.
O magistrado salientou que o recurso de apelação do réu já foi recebido e assim as razões e contra-razões devem ser apresentadas no TJRS, nos termos do art. 600 , § 4º do CPP . As contra-razões ao recurso de apelação oferecido pelo Ministério Público devem ser apresentadas na comarca de Rio Grande. A defesa do réu está sendo feita por três advogadas: Leticia Sinatora das Neves, Simone Schroeder e Taísa Lúcia Salvi. (Proc. nº 208.00009597).
LEIA NA FONTE
          Cantor evangélico é preso se masturbando dentro de ônibus interestadual
O cantor evangélico Paulo Gontijo, 45, natural de Goiânia – GO foi preso pela Polícia Militar de Ouro Preto do Oeste acusado de estar se masturbando dentro de um ônibus interestadual.
De acordo com informação prestada pela Polícia Militar o acusado que é cantor evangélico e se encontra fazendo uma turnê no Estado nas Igrejas evangélicas embarcou no município de Cacoal na manhã de domingo (18) com destino a Ouro Preto do Oeste onde iria fazer uma apresentação a noite em uma Igreja evangélica no município de Urupá.
Segundo uma mulher (que não teve o seu nome revelado a imprensa) o cantor evangélico Paulo Gontijo sentou ao seu lado e no inicio da viagem pareceu uma pessoa confiável, mas próximo ao município de Ouro Preto do Oeste, o cantor teve uma atitude inusitada, abriu o zíper da calça e passou a se masturbar na maior cara de pau, fato este que deixou a mulher constrangida.
Ainda dentro do ônibus a mulher ligou no 190 e relatou o que estava ocorrendo, uma viatura policial composta pelos PMs Resende e Ronilson deslocaram até a Rodoviária e quando o acusado desembarcou foi dado voz de prisão ao mesmo que foi conduzido a DP local.
O cantor evangélico Paulo Gontijo que tem 17 anos de carreira e já gravou cinco CDs e congrega na Igreja Assembléia de Deus Madureira na cidade de Goiânia em contato com a nossa reportagem confirmou que estava se masturbando, mas que colocou um paletó durante o ato para ninguém presenciar o seu “sexo solitário”. O cantor demonstrou arrependimento e creditou as forças do mal o seu ato e acrescentou que está a vinte dias longe da esposa e das duas filhas menores de idade.
Paulo Gontijo assinou um Termo Circunstanciado – TC, mas vai responder o processo judicial com base no Art. 233 do Código Penal Brasileiro – CPB que diz praticar ato obsceno em público é crime punível com pena de três meses a um ano de prisão ou multa.

Fonte: O Verbo / Rondônia Dinâmica JULHO 2010.

O MUNDO NÃO ACABARÁ EM 2012


Na semana passada, a Agência Espacial Americana (Nasa) anunciou que o mundo não ia acabar - pelo menos não em curto prazo. No ano passado, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), declarou a mesma coisa, o que se pode imaginar, seja uma boa notícia para aqueles dentre nós que costumam se assustar com qualquer coisa. Quando é que duas instituições científicas desse grau de competência já haviam garantido à humanidade que tudo ficaria bem?
Por outro lado, a notícia é um tanto deprimente para aqueles que estavam planejando deixar de lado os pagamentos da prestação da casa própria para gastar tudo em uma última farra. Os pronunciamentos do Cern tinham por objetivo atenuar a preocupação quanto à possibilidade de que seu novo acelerador de partículas, o Large Hadron Collider (LHC), viesse a criar um buraco negro capaz de devorar o planeta.
Já os anúncios da Nasa, feitos em forma de uma série de posts em seu site e de um vídeo postado no YouTube, eram resposta à preocupação quanto à possibilidade de que o mundo acabe em 21 de dezembro de 2012, quando um ciclo de 5.125 anos conhecido como "Contagem Longa", no calendário maia, supostamente deve chegar ao fim.
Os rumores sobre o fim do mundo atingiram o ponto de fervura esta semana com o lançamento de '2012', novo filme de Roland Emmerich, que no passado já havia infligido previsões catastróficas ao planeta, em forma de ataque alienígena e era glacial, nos longas 'Independence Day' e 'O Dia Depois de Amanhã'.
Em seu novo trabalho, um alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, em 21 de dezembro de 2012, faz com que o Sol enlouqueça e cause ferozes tempestades em sua superfície, que lançam ao espaço partículas subatômicas difíceis de detectar conhecidas como neutrinos. De alguma forma, os neutrinos se transmutam em outras partículas, o que resulta em aquecimento do núcleo planetário da Terra.
A crosta terrestre perde sua estrutura e começa a enfraquecer e deslizar. Los Angeles desliza para dentro do oceano; o vulcão Yellowstone entra em erupção, o que recobre a América do Norte de cinzas negras. Maremotos gigantescos varrem o Himalaia, onde os governos do planeta haviam construído secretamente uma frota de navios que permitirão a 400 mil pessoas seletas sobreviver à calamidade.
Mas essa é apenas uma das versões de apocalipse em circulação. Em outras variações, um planeta chamado Nbiru colide com a Terra, ou o campo magnético de nosso planeta se inverte. Existem centenas de livros dedicados a 2012, bem como milhões de sites, a depender de que combinação entre '2012' e 'juízo final' você digite no Google.
E tudo isso é pura bobagem, dizem os astrônomos
"A maior parte do que é alegado quanto a 2012 depende de uma imensa credulidade, de sandices pseudocientíficas, de uma completa ignorância quanto à astronomia e de um nível de paranoia digno de um filme sobre zumbis", escreveu Ed Krupp, diretor do Observatório Griffith, em Los Angeles e especialista em astronomia do passado, em artigo para a edição de novembro da revista Sky & Telescope.
Em termos pessoais, as histórias sobre o fim do mundo me apaixonam desde que comecei a consumir ficção científica, em meio a uma infância de desajuste. Apavorar o público vem sendo a principal ferramenta desse segmento desde que Orson Welles transformou "A Guerra dos Mundos" em um programa de rádio que narrava uma falsa invasão marciana a Nova Jersey, em 1938.
Mas a tendência passou dos limites, sugeriu David Morrison, astrônomo do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, em Moffett Field, Califórnia, o responsável pelo vídeo que a organização veiculou no YouTube e principal representante da organização quanto às profecias apocalípticas dos maias. "Fico zangado com a maneira pela qual as pessoas estão sendo manipuladas e submetidas a medos, com o objetivo único de propiciar lucros a terceiros", disse Morrison. "Não existe direito ético a assustar crianças a fim de gerar lucro".
Morrison diz que tem recebido em média 20 cartas e mensagens de e-mail diárias, algumas de lugares distantes como a Índia, enviadas por interlocutores apavorados. Em uma mensagem de e-mail, ele me enviou uma amostra que incluía um e-mail de uma mulher que imaginava se o melhor não seria se matar, bem como à sua filha e seu bebê ainda não nascido. Outra pessoa perguntava se não seria melhor sacrificar já o seu cachorro, para evitar que o animal viesse a sofrer em 2012.
Tudo isso me lembrou das cartas que recebi no ano passado sobre o suposto buraco negro do Cern, outro problema que existia mais como ficção científica do que como fato científico. No entanto, aparentemente não existe nada tão capaz de tornar a morte presente quanto os abstratos reinos da física e da astronomia. Em situações como essas, quando a Terra ou o universo estão tentando descartar a pessoa e seus entes queridos deste plano mortal, questões cósmicas claramente se tornam pessoais.
Morrison diz que não atribui a culpa por isso ao filme, e sim aos muitos outros vulgarizadores da predição maia, bem como à aparente incapacidade de muita gente para distinguir realidade de ficção "tendência bastante perceptível em diversas outras áreas de nossa vida nacional. Ele ressalva, quanto a isso que "meu doutorado é em astronomia, não psicologia".
Em uma troca de e-mails, Krupp afirmou que "estamos sempre incertos quanto ao futuro e sempre consumimos representações dele. Sempre nos deixamos atrair pelo romance do passado distante e pela escala exótica do cosmos. Quando as duas coisas se combinam, ficamos hipnotizados".
Um porta-voz da Nasa, Dwayne Brown, afirmou que a agência não comenta sobre filmes, e que isso é tarefa para críticos de cinema. Mas quando o assunto é ciência, disse Brown, "consideramos que seria prudente oferecer uma base de recursos".
Se você deseja se preocupar, afirmam os cientistas, deveria pensar sobre a mudança no clima mundial, asteróides em trajetórias imprevisíveis ou guerra nuclear. Mas caso seu interesse seja a especulação sobre passadas profecias, eis alguns fatos que Morrison e outros estudiosos acreditam você deva conhecer.
Para começar, concordam os astrônomos, não existe nada de especial em um alinhamento celeste entre o Sol e o centro da galáxia. Isso acontece a cada mês de dezembro, e as consequências físicas não vão além do consumo excessivo de perus de Natal. E, de qualquer forma, o Sol e o centro galáctico não coincidirão exatamente nem mesmo em 2012.
Se existisse outro planeta em rota de colisão com o nosso, todo mundo já o teria avistado, a essa altura. E quanto às ferozes tempestades solares, o próximo ponto máximo de atividade solar não acontecerá antes de 2013, e mesmo assim não será muito intenso, de acordo com os astrônomos.
O apocalipse geológico é uma aposta mais plausível. Já aconteceram grandes terremotos na Califórnia, e é provável que voltem a acontecer. Esses abalos poderiam destruir Los Angeles, tal como o filme mostra, e Yellowstone poderia entrar em erupção mais uma vez, e com força cataclísmica, mais cedo ou mais tarde. Os seres humanos e aquilo que constroem são de fato ocupantes temporários e frágeis do planeta. Mas, no caso em questão, "mais cedo ou mais tarde" quer dizer um prazo de centenas de anos, e haveria alertas consideráveis antes do evento.
Os maias, cuja astronomia e capacidade de medição do tempo eram avançadas o suficiente para permitir que previssem a posição do planeta Vênus 500 anos no futuro, mereciam tratamento melhor.
O tempo maia era cíclico, e especialistas como Krupp e Anthony Aveni, astrônomo e antropólogo da Universidade Colgate, dizem não haver provas de que os maias imaginassem que algo de especial aconteceria quando o hodômetro zerasse de novo em 2012, depois da Contagem Longa.
Existem referências, nas inscrições maias, a datas tanto anteriores quanto posteriores à atual Contagem Longa, eles afirmam, da mesma maneira que o seu próximo aniversário e o dia 15 de abril ficam depois do dia de Ano-Novo, no calendário do ano que vem. Por isso, é melhor manter em dia o pagamento das prestações da casa própria.
Tradução: Paulo Migliacci ME

sábado, 25 de dezembro de 2010

JOANA, NOME QUE SIGNIFICA "PRESENTE DE JAVÉ",

Joana, cujo nome significa "presente de Javé", era a esposa de Cuza, procurador de Herodes Antipas. Com muita posição tão importante, Cuza devia receber um excelente salário. Certamente, ele deu a Joana uma linda casa com todo luxo disponível daquela época. Porém, quando Joana se encontrou com Jesus, ele a curou de uma doença que não está especificada ou a libertou de um espírito mau que controlava sua vida (Lc 8.2). Então, Joana decidiu abnegar-se. Ela escolheu colocar em risco seu estilo de vida confortável para tornar-se uma seguidora de Jesus Cristo.
A vida era difícil para as mulheres que serviam a Jesus e seus discípulos. Mas Joana uniu-se a essas mulheres que generosamente doavam não apenas seu tempo e energia, mas também o dinheiro que dispunham para apoiar o ministério do Senhor.
Joana foi até o túmulo de Jesus na manhã do domingo seguinte à crucificação e é citada como uma das mulheres que relataram a ressurreição de Jesus aos onze discipulos.
Ela poderia ter vivido desfrutando do luxo e privilégios proporcionados por sua riqueza e marido influente. Em vez disso, dispô-se a abrir mão de sua mansão terrena em favor da mansão celestial que sabia que herdaria quando se comprometesse com Cristo. Joana teve o privilégio de estar entre as primeiras pessoas a testemunhar que o túmulo estava vazio e proclamar a ressurreição do Senhor. Ela entra para a história como uma mulher de posição e posses cuja devoção ao seu Senhor se exemplifica pelo serviço humilde.
(Fonte: A Bíblia da Mulher, Almeida Revista e Atualizada)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DO POETA E ESCRITOR E RADIALISTA CELESTINO ALVES

Celestino Alves (Currais Novos, 6 de abril de 1929 - 10 de dezembro de 1991) foi um poeta, escritor, compositor popular, comerciante, locutor de rádio brasileiro.
Ainda me lembro do tio Celestino, era um visionário, sempre lendo livros e escrevendo versos... Sua casa na rua da feira, sempre cheia de pessoas que o procurava para conversar ou adquirir seus escritos. Lamento que suas obras ainda não estejam disponíves na web.

                            HISTÓRIA DO POETA E ESCRITOR CELESTINO ALVES
Vida e obra
Nascido na Fazenda Namorados, município de Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, era filho de Tomaz Alves dos Santos e de Francisca Maria de Jesus. Em suas obras, apresenta a vida do homem sertanejo e sua vivência com a seca, na luta pela sobrevivência nos sertões nordestinos, refletindo a vida que teve durante sua infância e adolescência.
Na versatilidade de sua produção, encontram-se vários gêneros escritos. São temas de ordem lírica, religiosa e social. Os temas religiosos são abundantes: homenagem aos santos, à fé em Jesus Cristo, à confiança em Deus. Nos temas sociais encontram- se a violência, o flagelo da seca, a vaquejada e o cangaço.
Celestino foi um homem que viveu muito intensamente sua região. Os problemas do Nordeste sempre o preocuparam. Acreditava que, para haver uma mudança no cenário de vida do nordestino, era preciso uma retrospectiva na política, através de uma ação de solidariedade e de melhor distribuição de renda.
De forma honrosa, manteve um bom casamento com a sua grande companheira Rosilda e soube criar seus 14 filhos, repassando todo o seu legado de grande homem que foi.
Sempre usou bom senso e objetividade quando do desempenho de suas funções na defesa dos mais "desamparados da sorte".
Sensível ao progresso, tinha uma larga visão em seus pronunciamentos e escritos.
  Naquela época, Celestino Alves já defendia a Transposição do Rio São Francisco:
"No meu entender, não há tempo para pensar duas vezes, é mobilizar a maior quantidade de tratores que se possa, com firmas empreiteiras, da União, dos Estados, dos municípios e mesmo das propriedades da região, localizá-los nas imediações da Barragem de Sobradinho, no Rio São Francisco, marcar o rumo do alto Piranhas, na Paraíba, passando pelo Alto Pajeú, no Pernambuco, escavando o chão e levando água. À proporção que a água for entrando pelo sertão adentro, vai gerando riquezas e dando mão-de-obra, tirando o homem da emergência e levando-o ao trabalho produtivo". ("O Nordeste e as secas", Brasília, Gráfica do Senado Federal, 1983, p. 10)
Seu espírito guerreiro e sua luta em favor dos mais pobres fizeram a diferença. Era um autodidata e grande pesquisador da cultura do sertanejo, a exemplo de Guimarães Rosa e de Antônio Francisco Teixeira de Melo.
Dentre as muitas atividades que assumiu, destacam-se:
Presidente da Associação Estadual de Poetas Populares do Rio Grande do Norte (AEPP) em 1988
Funcionário federal (FOMENTO Ginásio Agrícola)
Mestre de obras na construção civil, em Brasília
Vereador da Câmara Municipal de Currais Novos
Novamente em Currais Novos, voltou a ser comerciante por que o emprego público não lhe oferecia tantas oportunidades. Era vendedor de redes e cobertores.
Foi, durante oito anos, comentarista agrícola e econômico da Rádio Ouro Branco, atuando no programa "Domingo Total" e era uma dos âncoras mais bem sucedidos das vaquejadas que aconteciam na cidade por ocasião da Festa de Sant'Ana.
Como vereador, apresentou inúmeros requerimentos visando a melhoria das condições de vida da população, na época com crescimento urbano muito elevado devido ao "auge" da economia mineradora do município.
Escreveu quatro livros:
O Nordeste e as secas - 1983
Retoques da história de Currais Novos - 1985
Vaqueiros e vaquejadas - 1986
Matutos e tropeiros - 1989
Incontáveis poemas desfilam em sua produção. Tendo produzido diversos folhetos, destacam-se as homenagens aos ícones, anônimos ou não, da identidade nacional. Destacam-se:
O ouro em Serra Pelada e a luta dos garimpeiros - 1984
O menestrel do Seridó - homenagem ao senador Dinarte Mariz em 1984
Doutor Tancredo Neves, uma vida pela democracia - 1995
Zumbi, o rei dos Palmares - 1998
Produziu Literatura de Cordel, destacando- se pela maestria na criação de versos. A presença de vida em meio aos tempos de seca, a exemplo dos cactos, institui um clima de perseverança, contrastando com a melancolia crepuscular do ambiente hostil. No poema Seca, Celestino volta- se inicialmente para Deus, numa reflexão incontida, diante da tragédia causada pela falta de chuva.
Apesar de estar em plena atividade, enfrentou problemas de saúde nos últimos dois anos de sua vida. Faleceu no dia 10 de dezembro de 1991, aos 62 anos de idade.
FONTE: Wikipédia, a enciclopédia livre.

VAZAMENTO DE ÓLEO NA BAÍA DE GUANABARA / RJ COMPLETA 1O ANOS

VAZAMENTO DE ÓLEO NA BAÍA DE GUANABARA / RJ
Completou 10 anos, no último dia 18 de janeiro, um dos maiores acidentes ambientais ocorridos no Brasil, provocado pelo vazamento de 1,293 milhões de litros de óleo in natura na Baía de Guanabara oriundo das tubulações da Reduc, mais precisamente do duto de produtos escuros (PE-2) que interliga a refinaria às instalações do Terminal da Ilha D’Água. Marcante em razão do volume de óleo despejado e da dimensão de seus impactos sobre o meio ambiente, resultou em prejuízos de toda espécie para o ecossistema da Baía de Guanabara e, por conseguinte, para toda população que dele se abastece.
O Sindipetro Caxias, à época, já havia denunciado uma falha técnica no projeto de instalação do oleoduto PE-2 à Procuradoria Regional do Trabalho, ao Ministério Público Federal, às Câmaras dos Vereadores de Rio e de Caxias, à Alerj e à Câmara Federal, em razão de um vazamento ocorrido em 10 de março de 1997, que provocou o despejo de cerca de 600 toneladas de óleo sobre uma área de manguezal situada entre as instalações da Reduc e a orla da Baía de Guanabara. No entanto, não se tem notícia de nenhuma providência tomada para responsabilizar a Petrobrás por esse acidente, ou se o dano foi reparado ou ressarcido de alguma forma.
Fonte da notícia

Foto acima: pássaro agoniza após vazamento de óleo na Baía de Guanabara/RJ, baía cuja natureza foi destruída para sempre devido a plataformas petrolíferas.

               OSTRAS CONTAMINADAS POR ÓLEO EM SANTA CATARINA


Ostras contaminadas por óleo: sendo Florianópolis e Grande Florianópolis as principais produtoras do país, o que sobrará para a maricultura?
 A forte seca que castigou o norte do Brasil em 2009 está preocupando cada vez mais a população.

    SECA NA AMAZÔNIA EM 2009


Em algumas regiões a quantidade de peixes mortos foi tão grande que as pessoas precisam usar panos molhados como máscara para diminuir o odor.

ESTIAGEM NA ILHA DE MARAJÓ PROVOCA MORTE DOS REBANHOS EM 2009


        DESERTIFICAÇÃO NO BRASIL DESDE A DÉCADA DE 40
Os governantes, de um modo geral, preferem que a economia cresça à diminuir a destruição ambiental.
O processo de desertificação em Gilbués, por exemplo, teve início na década de 40.
No Nordeste brasileiro existem quatro núcleos de desertificação: Gilbués, no Piauí; Cabrobó, em Pernambuco; Seridó, no Rio Grande do Norte; e Irauçuba, no Ceará. No Brasil, outras regiões são afetadas pela seca e desertificação. Além do Nordeste, já foram atingidas áreas dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
No Piauí, o problema foi constatado há muitos anos, mas somente a partir de 2003 teve início um trabalho de recuperação daquela área. Nesse mesmo ano, o Governo do Estado, através da Semar, assinou convênio com a Fundação Agente para implantação do Nuperade, uma iniciativa que apresenta resultados positivos. “O Nuperade nasceu como um ato inédito do atual governo, uma vez que o processo de degradação ambiental na grande região de Gilbués data de muito tempo, sem que nenhum governo passado tenha feito algo de concreto, razão pela qual o processo de desertificação se encontra em estado avançado”, ressalta o secretário de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Piauí, Dalton Macambira.
"A problemática na região é entendida pelos ambientalistas como impasse ambiental (...)
                                   PARA REFLETIXÃO
Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. Romanos 8:22
Não se entristeça completamente porque o nosso planeta está sendo devastado, horas por desastres naturais, hora por culpa do homem cuja ganância sobrepuja a consciência.

Leia a a bíblia no livo de João cap. 14 - 6
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
E para onde eu vou vós conheceis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

UMA FOTO, UM PRÊMIO E O SUICÍDIO...

“Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento do sofrimento dela talvez também seja um predador, outro urubu na cena”, comentou sobre a própria obra o fotógrafo sul-africano Kevin Carter (1960-1994). A polêmica foto acima foi tirada em março de 1993, numa viagem ao sudeste do Sudão. Carter chegou com a intenção de documentar os movimentos rebeldes do país, mas o horror da fome e da miséria acabou conduzindo seu trabalho.

Numa dessas expedições, Carter encontrou a criança da foto rastejando faminta até um campo de alimentação da ONU, a aproximadamente um quilômetros do local. O fotógrafo observou a garota, e percebeu um urubu a espreita. Carter diz ter aguardado até vinte minutos, esperando que o pássaro se retirasse. Como o urubu não saiu, ele procurou o melhor enquadramento, tirou a foto e açoitou o predador. Depois, partiu dali abandonando a criança da maneira que a encontrou.
A foto foi publicada pela primeira no The New York Times, em 26 de março de 1993. Imediatamente, a reação popular se manifestou. Cartas e telefonemas inundaram a redação do jornal americano, questionando o paradeiro da criança (até hoje desconhecido) e o comportamento do fotógrafo após conseguir a imagem. A situação era, no mínimo, paradoxal.
Se para grande parte do público o fotojornalista foi desumano, sádico e frio, por não intervir no sofrimento da criança, para a crítica especializada Kevin Carter merecia todos os cumprimentos pelo profissionalismo e objetividade. Ganhou o Prêmio Pulitzer por Fotografia, em 23 de maio de 1994, o mais importante prêmio jornalístico do mundo, ao mesmo tempo em que sofria pressão popular e pessoal pela sua foto mais famosa. “Essa foi a minha foto de maior sucesso, depois de dez anos como fotógrafo, mas não quero pendurá-la na parede. Eu a odeio” declarou em entrevista a revista American Photo.
Herói engajado ou urubu predador?
Kevin Carter começou a carreira em 1983, fotografando eventos esportivos para o jornal Sunday Express, de Johannesburgo, maior cidade da África do Sul. Logo trocaria de jornal, e passaria a cobrir atrocidades políticas para o diário Star. Com os fotógrafos Greg Marinovich, Ken Oosterbroeck e João Silva, reportou em imagens espetaculares a crueldade do apartheid, nos anos entre a libertação de Nelson Mandela (1990) e sua eleição como primeiro presidente negro do país (1994).
O quarteto recebeu o apelido de Clube do Bangue Bangue, pela coragem em expor a própria vida em busca de retratos do terror ao redor. O risco era alto. Oosterbroeck foi morto ao ser atingido por uma bala à queima-roupa, disparada por engano pelas forças de manutenção de paz, no subúrbio de Tokhoza. Marinovich precisou se submeter a sete cirurgias após ser baleado no peito, mas sobreviveu.
Em comum, os quatro - com exceção de João Silva, de Moçambique – cresceram em ambiente branco-burguês numa desigual África do Sul, e se mostravam desiludidos com o país, com a sociedade racista e com a existência em si. Marinovich declarou que vivia de registrar a vida dos outros para tentar esquecer-se da sua própria. Talvez por isso a tamanha coragem e frieza.
Mas nenhum dos outros membros do Clube Bangue Bangue imaginaria um fim tão trágico para Kevin Carter. Após a foto que o tornara conhecido mundialmente, o fotógrafo começara a abusar exageradamente das drogas, e vivia reclamando da falta de dinheiro, da depressão e da enorme culpa. Em 27 de julho de 1994 levou seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro de seu carro. Ele morreu envenenado por monóxido de carbono aos 33 anos de idade. Partes da nota de suicídio de Carter dizia:
Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!... Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor... Pelas crianças feridas ou famintas... Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos... Se eu tiver sorte, vou me juntar ao Ken...
Seus colegas receberam a notícia do suicídio com irritação, e passaram a defender Carter ao público, ressaltando seu profissionalismo e tentando explicar mais uma vez a ocasião da foto. Segundo eles, os fotógrafos recebiam a recomendação para não tocar pessoas na África, sob o risco de contágio. Marinovich, depois de algum tempo, disse que também vivia atormentado com as imagens perturbadoras que ele próprio captara. A idéia de suicídio rondava sua mente freqüentemente, e que certa vez quase se atirou nas águas do Rio Danúbio.
O fato tomou grandes proporções, sempre dividindo opiniões. Em 1996, a banda do País de Gales, Manic Street Preachers, conhecida por seu comportamento radical e declaradamente socialista, ironizou a atitude do fotojornalista com a canção “Kevin Carter”, do álbum Everything Must Go. O documentário The Death of Kevin Carter: Casualty of the Bang Bang Club [A Morte de Kevin Carter: O Desastre do Clube Bangue Bangue] recebeu uma indicação ao Oscar em 2006. O filme Amor Sem Fronteiras (2003), estrelado por Angelina Jolie, recria em cena a imagem da foto captada por Kevin Carter.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O HEDONISMO QUE MATA

Uma história autêntica...

Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças,
mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga escrever esta carta que será
endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais:
Eu era uma jovem 'sarada', criada em uma excelente família de classe média alta
Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e procurou
sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem e melhor,
inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.
Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a
Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência
Elite em São Paulo.
Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava.
Estudava no melhor colégio de 'Floripa', Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés.
Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas
tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.
Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em
outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OKTOBERFEST em Blumenau.
Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei
tudo legal, fizemos um esquenta no 'Bude', famoso barzinho na Rua XV.
À noite fomos ao 'PROEB' e no 'Pavilhão Galego' tinha um show maneiro da Banda
Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira''.
Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor
Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia e OKTOBER,
tomei o meu primeiro porre de CHOPP.
Que sensação legal curti a noite inteira 'doidona', beijei uns 10 carinhas, inclusive
minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para
enganar os 'meganha', porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite
inteira e os otários' não percebiam.
Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa
maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui
ao apartamento quase 'vomitei as tripas', mas o meu grito de liberdade estava dado.
No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como
tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S. Paulo, que alugaram
um ap' no mesmo préd io. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada
ao meu futuro assassino. Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá
pelas 5:30 h da manhã fomos ao 'ap' dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou
de tudo e fui apresentada ao famoso baseado'Cigarro de Maconha', que me ofereceram.
No começo resisti, mas chamaram a gente de 'Catarina careta', mexeram com nossos
brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente.
O garoto mais velho da turma o 'Marcos', fazia carreirinho e cheirava um pó branco que
descobri ser cocaína. Ofereceram-me,mas não tive coragem naquele dia.
Retornamos a 'Floripa' mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu a ssassino 'DRUGS'. Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver
com uma galera da pesada, e sem perceber, eu já era uma dependente química, a partir
do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.
Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei
cocaína misturada com um monte de porcaria.
Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais
forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o sangue que cada um cedia
para diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a 'branca' a R$ 7,00 o grama, mas não demorou
muito para conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no minimo 5 doses diárias.
Saía na sexta-feira e re tornava aos domingos com meus 'novos amigos'. Às vezes a
gente conseguia o 'extasy', dançávamos nos 'Points' a noite inteira e depois... farra!
O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu
disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida...
Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas...
Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem.
Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos
poucos toda a minha família foi se desestruturando.
Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação.
Meus pais, sempre com muito amor, gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.
Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha.
Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para
transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram
acabando, família,amigos,pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo.
Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.
Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo.... Estou internada, com 24 kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa
viagem maluca... Você com certeza v ai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.
OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e a enfermeira
Danelise, que cuidava de Patrícia, veio a comunicar que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde depois que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS.
Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia.
POR FAVOR AMIGOS, PEÇO-LHES ENCARECIDAMENTE QUE ENVIEM ESSA CARTA A TODOS...
SE ELA CHEGOU A SUA MÃO NÃO É POR ACASO! SIGNIFICA QUE VOCÊ FOI ESCOLHIDO PARA AJUDAR ALGUÉM!!!!